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3 de Fevereiro de 2018

O CRISTÃO E O CARNAVAL (PARTE 1)

 

Cristãos do mundo inteiro se perguntam: Podemos participar do Carnaval? Por  que não podemos? Por que Deus não aprova o Carnaval?  Posso viver uma nova vida com Cristo, mas participar desta folia gostosa sem gerar danos à minha fé?

Esta parte 1 consiste nos esclarecimentos a todos, de como foi que começou  o Carnaval.

A parte 2, consiste em esclarecer  alguns porquês do relacionamento “cristão- com Deus- e o carnaval”.

O Carnaval tem sua origem em épocas e civilizações muito antigas, derivando sua comemoração de crenças e costumes de vários povos. Os festejos atuais têm suas raízes em comemorações muito antigas, sendo adaptadas à cada povo e cultura. Vejamos as linhas gerais dessa origem e comemoração nos diversos povos e culturas no decorrer da história da humanidade:

O que você vai Aprender Neste Artigo

1 – No Egito Antigo

Em tempos remotos o Egito festejava suas grandes divindades, o boi Ápis e ísis, com grandes celebrações populares. Nestas o povo participava com procissões e oferendas, músicas e danças, num misto de devoção e euforia coletivas, prestando homenagem a essas divindades tão estimadas. Especificamente na festa ao boi Ápis, os egípcios pintavam um boi branco com vários símbolos e cores, o cotejavam festivamente pelas ruas, com toda a sociedade egípcia fantasiada ou mascarada e em grande devassidão, até que finalmente no rio Nilo  afogassem esse boi. E a deusa Ísis também era homenageada com folguedos populares, com pompa, devoção e euforia dos seus adoradores.

2 – Na Grécia Antiga

Os gregos foram a civilização mais intelectual do mundo antigo, não só criando e desenvolvendo uma cultura nova, como também assimilando e reformulando conceitos e costumes de outros povos. Em matéria de costumes religiosos eles criaram e viveram em função de uma mitologia tão diversificada que não havia nada no seu cotidiano que não fosse regido por uma divindade específica. E nessa diversidade de crenças e celebrações, algumas divindades tinham seus cultos que consistiam em festins de grande euforia popular, como no caso do culto a Dionísio, considerado filho de Júpiter. Dionísio era o deus do vinho, e em sua homenagem o povo bebia e se embriagava, saía em grandes procissões com toda sensualidade e devassidão.

3 – No Império Romano

O Império Romano, englobando muitas nações com seus vários costumes, sintetizou muito deles em certas comemorações novas, ou apenas adaptou os mesmos para sua mentalidade ou interesses próprios. É por isso que os deuses da mitologia antiga têm nomes gregos e latinos.

A Roma antiga, era cheia das muitas diversões para agradar a todos, e assim tinha seus muitos ‘carnavais’. Deu outra forma à crença e comemoração gregas a Dionísio, transformando-o em Baco e celebrando lhe os famosos ‘bacanais’.

Em meados de dezembro realizavam-se as ‘Saturnais’ que eram festividades a Saturno, que segundo a crença geral era o deus expulso do Olimpo, tornando-se o doador da alegria, em contraposição à miséria e pobreza, tão comuns na sociedade daquele tempo. Em fevereiro celebravam as ‘lupercais’, que eram cortejos dos sacerdotes do deus Pã, chamados ‘lupercos’, que despidos e sujos de sangue agitavam as multidões. Em março comemoravam com grande algazarra a festa ao deus Baco, os conhecidos ‘bacanais’ romanos, que possivelmente eram a maior celebração popular antiga, em que seus participantes embriagados cometiam todos os devaneios possíveis.

Nessas festas os participantes, tais como os Indus, usavam máscaras e invocavam seus antepassados mortos e lhes celebravam homenagens. Em todos esses festins o Império Romano praticamente parava, para que o povo ficasse por conta das comemorações. As diversas classes sociais se misturavam desfazendo-se as desigualdades, a ordem pública era quase abolida, escolas, tribunais e repartições públicas do governo fechavam suas portas, e a imoralidade e libertinagens outras ficavam liberadas. E como se usava máscaras e fantasias, era difícil identificar os participantes!

Nesta celebração, abolia-se a decência e o povo extravasava suas euforias sufocadas pela moral de outras épocas do ano, escarnecia-se das realidades gerais do seu cotidiano, e numa total liberdade de expressão física e verbal, sem restrição alguma, dramatizava e até ridicularizava tudo que era considerado motivo para farras. Acredita-se que a origem dos carros alegóricos seja a maneira de ridicularizar os carros dos generais romanos e suas entradas triunfais após grandes vitórias militares…

Como Roma influenciou tantos povos e culturas, o seu Carnaval foi exportado para grande parte do mundo, sendo celebrado em cada lugar com os estilos próprios dos povos que o incorporaram no folclore local.

E no decorrer da história, mesmo com o advento do Cristianismo, o Carnaval não foi abolido das celebrações anuais, mesmo que autoridades eclesiásticas de grande expressão como Tertuliano, Cipriano e Clemente de Roma se opusessem a tal costume, o Carnaval continuou e chegou inclusive a ser incentivado e patrocinado pelo Papa Paulo II, pois em meados do século XV durante seu pontificado, perto do seu palácio, na Via Lata, se celebrava os festejos carnavalescos com máscaras, corridas de cavalos, carros alegóricos e batalha de ovos, farinha e água entre os participantes!

4 – O Carnaval Brasileiro

O Carnaval chegou ao Brasil com os colonizadores. No início estava vinculado mais à classe alta da nobreza e com o tempo foi também celebrado por outras classes sociais; tudo isso nas regiões mais influentes do período colonial, como a Bahia e principalmente Rio de Janeiro.

Segundo alguns historiadores, a primeira manifestação carnavalesca no Brasil se deu em 1641, no Rio de Janeiro, quando para comemorar a restauração do trono português, com muita pompa membros do governo carioca da época fizeram grande cortejo em saudação a D. João IV. Já nesse tempo os portugueses tinham seu festim eufórico, chamado ‘entrudo’, que consistia da entrada de cortejos pelas ruas e avenidas, com músicas, danças e fantasias, com o envolvimento dos que desejassem participar. Em tempos posteriores, no século XIX, segundo se tem notícia, o próprio recatado D. Pedro II, na Quinta da Boa Vista, (Rio de Janeiro), participava dos festejos, atirando água aos membros da nobreza, pois era costume nestes festins, o jogar água, talos de hortaliças, farinha e ovos entre os foliões.

Em 1840 foi realizado o primeiro baile com máscaras, isso no Hotel Itália no Rio, por iniciativa da italiana sua proprietária. Alguns anos depois, em 1848, o sapateiro português José Nogueira de Azevedo Prates – (o Zé Pereira), saiu no cortejo tocando bumbo, dando origem assim aos ritmos carnavalescos, que nesse tempo já era de grande participação popular, onde as diversas classes sociais se misturavam na festa, sendo que escravos se vestiam de ricos para ridicularizar seus patrões! Com o tempo esses cortejos foram sendo organizados em grupos, surgindo assim, em 1866, os ‘cordões’ ou as sociedades carnavalescas. Em 1885 já havia desfiles com carros alegóricos.

Na Bahia, por esse tempo, o Carnaval já era predominante, pois surgia em 1885, os ‘afoxés’, grupos ou sociedades carnavalescos formados pelos escravos. Essas sociedades sempre foram muito influentes no carnaval baiano, e ainda hoje têm seus blocos remanescentes, como ‘os filhos de Gandhi’ e o ‘Olodum’, internacionalmente conhecidos.

No Rio de Janeiro, em 1889, os blocos carnavalescos foram organizados e até licenciados pelas autoridades locais para as suas apresentações, tornando-se assim em desfile oficial, com carros alegóricos e muitas fantasias. Pouco tempo depois, em 1892, chegavam os confetes importados; depois as serpentinas substituíram as rosas que eram jogadas nos foliões… Mais tarde, em 1906, chegavam da França os ‘lanças-perfume’, proibidos futuramente na década de sessenta, por serem usados como entorpecente. Músicas eram compostas para cada Carnaval, com temas variados: assim a renomada abolicionista Chiquinha Gonzaga compôs em 1899, o “Ô abre alas”; em 1917 surgiu o primeiro samba, o “Pelo telefone” de Donga. Em 1919 já havia concursos de músicas carnavalescas no Rio de Janeiro, algo que tanto floresceu que o prefeito Pedro Ernesto o oficializou em 1932.

A primeira escola de samba nasceu no Rio no Bairro do Estácio, em 1928. Em 1933, o jornal carioca ‘A Noite’ instituiu o “Rei Momo”, e o primeiro foi o compositor Silvio Caldas. Em 1935 ocorreu a legalização do desfile das escolas de samba, e no ano seguinte já havia concurso de fantasias. O primeiro grande desfile de fantasias aconteceu no Teatro Municipal do Rio, em 1937. Na década de sessenta surgiram as bandas, e mais recentemente os trios elétricos…

Em linhas gerais esse é o histórico do Carnaval brasileiro, sendo hoje uma das maiores festas do mundo. Gastos enormes são feitos pelo poder publico para essa festividade, desde enfeites decorativos, até prevenção ou combate à doenças ou tragédias vinculadas ao evento. Sem se considerar crises ou fatores adversos, anualmente o país pára por alguns dias e celebra o Carnaval, que a cada ano se torna mais requintado, sensual e profano.

Sendo assim, o Carnaval é comemoração antiga, oriunda de várias culturas remotas, celebrado com objetivos diversos, sejam religiosos e pagãos, ou simples folclore de um povo que faz sua diversão nacional, conhecida como ‘reinado de Momo’. Para fins de esclarecimentos, “Momo” ou ‘Sarcasmo’, segundo a mitologia grega, era um deus, filho do deus Sono e da deusa Noite, que no Olimpo criticou as maravilhas feitas pelos deuses Netuno, Vulcano e Minerva, o que provocou sua expulsão do Olimpo, vindo então para o reino dos homens na terra, sorrindo como se nada lhe tivesse acontecido e, perdido nesse contexto, com seus olhos escondidos por uma máscara, passou a observar todas as ações divinas e humanas, e nelas encontra motivos para se divertir e fazer suas zombarias…

Portanto, o Carnaval é mesmo o reinado de Momo e apesar de não ser comemorado especificamente para esse suposto deus decaído, tal festa é a real expressão desse conceito pagão tão antigo, na qual predomina toda espécie de escárnio, zombaria ou ridicularizações bizarras, exatamente como o comportamento de Momo, considerado como ‘Rei do Carnaval’.        Fonte: jesuscristoeosenhor.com/cristao-e-o-carnaval/

COMENTANDO: Agora você já sabe a origem desta festa e a decisão é sua de participar ou não. Quando a gente não sabe, ficam dúvidas, mas quando sabemos, a gente toma uma postura. Não deixe de ver a parte 2, que é aonde, se você tiver mais dúvidas, elas serão dirimidas. E é justamente onde se vai ao ponto, do relacionamento do cristão Deus e o carnaval.  Imperdível Bora lá?

 
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