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10 de Janeiro de 2016

A NOVA MANEIRA DE VIVER O AMOR: SÉCULO XXI

 

 broken heartSocorro! Famílias tristes na Disney? Emburradas? Iradas? Corações partidos? Não, nas nossas casas, também... Sinto uma enorme tristeza em ver a maneira como as famílias têm lidado com o amor nesse presente século. O amor, que ao invés de trazer felicidade, traz tristezas, raivas, iras, esfriamentos, separações, divórcios. Esse sentimento que não é um mero sentimento, mas que precisa ser vivido plenamente, não tem sido levado a sério pelas famílias contemporâneas.  E no que dá? Tormentos. Vida sem vida. Sonhos minados. Filhos atormentados.

    O  que mudou? Pois as famílias não se portam como as do tempo de nossos  avós. E olha, que nossos avós também não eram perfeitos. A conotação sobre o amor e de como uma família precisa se relacionar, está bem longe das  definidas e vividas hoje. Porém, a pergunta que não quer calar: existe uma nova maneira de viver o amor? Nesse confuso século XXI?

      Conforme o editorarevistas.mackenzie.br, vejamos o que mudou:

               "Os relacionamentos amorosos da atualidade, em comparação aos relacionamentos do final do século XIX, têm assumido diferentes configurações. Vários aspectos influenciaram essas mudanças percebidas na atualidade. Nesse contexto, questiona-se: o que é o amor? Sabe-se que essa ideia pode variar conforme a cultura, vivência e percepção que cada indivíduo tem desse sentimento. Para Rosset (2004), o amor não tem significado único, ele costuma ser definido de acordo com a subjetividade de quem vivencia o sentimento. Ainda que existam diversas concepções sobre o amor, a maioria é contaminada por ilusões românticas e idealizações com muitas expectativas no que diz respeito ao outro. Considerando a perspectiva de Ferry (2007), as uniões se amparam, atualmente, apenas nos sentimentos de amor. Como há uma nova ordem que se estabelece, basta que o amor se apague para findar uma relação. Com isso, abre-se um espaço para que outro amor se imponha, justificando o aumento da troca de parceiros nos relacionamentos entre jovens". 

         Note que no texto acima o amor é vivenciado de acordo com a cultura e até, à percepção de cada individuo. Aí já começa a primeira diferença com o que nós cristãos, conhecemos e cremos.  Segundo a Palavra de Deus, o amor jamais acaba. (I Cor. 13) Se para Rosset(2004) o amor não tem significado único, para Deus ele é para sempre. Deus é o próprio amor. E quando instituiu as famílias, lhes deu o amor para que elas se amassem por todos os séculos. Para Deus, a expectativa que se cria com relação à família é que ela dê certo. E que na relação pais e filhos, que perdure esse amor que não é um sentimento, mas um viver contínuo, um amparando o outro e ambos amparando os demais membros. Para Deus o amor é sem medida.

       Continua a revista:

       “Na atualidade, é possível observar que os adultos jovens estão estabelecendo relações amorosas de curta duração. Essas relações podem durar apenas algumas horas, alguns dias, semanas ou meses, o que, neste estudo, será compreendido como relações transitórias, enquanto as relações que perduram pelo menos por um ano serão denominadas estáveis ou duradouras. Entre as novas formas de se relacionar, também se pode observar a troca frequente de parceiros nos relacionamentos entre jovens”.

       Nunca se viu uma geração mais perversa como a atual. Trocam de parceiros como se trocam de camisas, saias. Usam e são usados por todos os que estiverem disponíveis. A família não tem mais o controle sobre os seus filhos, e até compartilha com eles, abrindo suas casas e suas camas para que sexualmente, se relacionem. O tempo de um relacionamento sério é menos de um ano, isso hoje, antes, era pra vida toda.

        Características dos relacionamentos na contemporaneidade:

       “Os relacionamentos amorosos da contemporaneidade poderiam ser caracterizados pelos seguintes aspectos: menor durabilidade das uniões, menor tolerância aos conflitos, menos paciência e mais imediatismo. Há ainda a idéia de que nada dura para sempre, e a rapidez com que as pessoas constituem vínculos afetivos seria proporcional ao tempo que levam para rompê-los” (Zordan & Strey, 2010).

      E novamente uma característica gritante: não toleram conflitos, não possuem paciência e querem tudo na hora, e de preferência, tudo pronto, juntamente da idéia de que nada dura para sempre e tudo pode ser rompido a qualquer momento: basta querer...

       Nossos pais, apenas olhavam para nós e já tremíamos na base. Entendíamos que tínhamos feito algo errado. E acatávamos. Os problemas eram resolvidos: não gritávamos, nem definhávamos por eles, antes, buscávamos amparo, neles, nossos pais. E se tivesse bronca, a gente a levava, e aprendia com ela. Hoje realmente essa geração, não tolera quaisquer pequenos gestos contrários, e se esquece de dar vida ao que diz I Cor. 13: “O amor tudo tolera, não busca seus direitos, é paciente, perdoa, não inveja, tudo suporta, não se irrita...”.  Não conhece essa nova geração que o amor verdadeiro é aquele que supera as diferenças, vai além das expectativas, não acaba quando encontra obstáculos e faz com que o único motivo para continuarmos vivendo seja a pessoa que a gente ama.

       Finalizando:

    “A redefinição dos papéis de homens e mulheres na sociedade foi influenciada pelo surgimento da indústria e urbanização, promovendo transformações na família e no casamento. Essas transformações vêm motivando os casais a viver de uma forma mais individualista, visando ao próprio prazer (Féres-Carneiro, 1998). Todas essas modificações, ocorridas após a Revolução Industrial, influenciaram na caracterização e na estruturação desses relacionamentos.

     "Considerando o cenário da vida moderna, Bauman (2004) aborda a fragilidade dos laços humanos que levam a desejos conflitantes de intensificá-los e, ao mesmo tempo, mantê-los frouxos. Segundo Bauman (2004), a parceria passa a ser vista, assim como os bens de consumo, como algo que deve ser instantâneo, usado uma só vez, podendo ser eminentemente descartável. Já, Shinyashiki (2000) refere que as pessoas, não querem se vincular a alguém, porque têm medo de perder a liberdade, já que, se sentem presas na relação”.

       Formas individualistas e egoístas de ser. Prazer pessoal. Vida desregrada e frouxa. Nenhuma responsabilidade com o outro, mesmo que isso doa para o outro. Seres descartáveis. Sentimentos também descartáveis.

        E como afirma o tema desse estudo: A nova maneira de viver o amor, no século XXI está aí, diante dos nossos olhos. Existe sim uma nova maneira.  E já perdemos as rédias  sobre ela.

        E viva essa liberdade que mata, que judia, que ironiza, que prejudica, que dissolve, que fere, que escraviza...

        Queridas(os): século XXI, salve-se  do inferno quem puder...

 
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